Um ícone do Rio

7 07UTC novembro 07UTC 2010

Copacabana Palace - Foto de @josecamillo

Você pode até nunca ter ido ao Rio, mas certamente já ouviu falar no Copacabana Palace. O hotel, inaugurado em 1923 é um ícone da cidade e atrai olhares de todos que passam pela Avenida Atlântica. Eu mesmo já passei na frente várias vezes ele sempre desperta a minha atenção quando em meio aos prédios quase que perfeitamente alinhados há um recuo e aquele prédio imenso todo branco surge imponente, parecendo que foi retirado de alguma rua à beira mar na Riviera Francesa.

Bem, 87 anos depois de sua inauguração, em um sábado ensolarado de setembro eu adentro o Copacabana Palace para aquela que seria uma experiência maravilhosa.

A recepção não traduz o que realmente significa estar ali. Muito pequena e apertada, a sensação logo se dissipa quando o educado mensageiro lhe conduz ao balcão do check in. Você logo percebe que está em um local diferenciado pois o símbolo do grupo Orient-Express, atual proprietário do hotel,  denuncia isso. Sem muita burocracia, a recepicionista informa que nosso quarto já está disponível e que o early check in será possível.

Outro simpático mensageiro nos conduz ao nosso quarto, localizado no quarto andar do prédio principal (além do prédio principal há um anexo ao lado da piscina com cerca de 70 apartamentos).

O apartamento é espaçoso e tem uma decoração clássica que parece ser velha, mas é bem conservado. Há um pequeno hall de entrada e é dividido em dois ambientes. De um lado a sala de estar com poltronas, um sofá e uma mesa de trabalho.

Sala de Estar

No outro lado está a cama, bem espaçosa e confortável. À noite a camareira vem e prepara a cama para a noite, deixando seus chinelos arrumados do lado da cama e uma garrafinha d`água no criado-mudo.

Onde está a tv?

O que tem de diferente para os outros quartos de hotéis que já me hospedei é o local onde a TV está escondida. Ela está localizada nesse cubo espelhado logo a frente da cama e ao toque de um botão, um motor eleva a TV de dentro do móvel. Tocando o mesmo botão a TV é escondida dentro do móvel novamente.

O banheiro, assim como o quarto é também é bem amplo. Duas pias, banheira, ducha e ainda um armário para acomodar as roupas dos hóspedes. O piso e bancadas são de mármore carrara muito bem lustrado.

Enfim, é uma hospedagem digna de reis e rainhas.

No próximo post conto mais sobre o Capacabana Palace.

Ah, o Rio!

24 24UTC setembro 24UTC 2010

Hoje fazem exatos 15 dias que cheguei do Rio e também faltam exatos 13 dias para voltar pra lá.

Durante esses 15 dias procurei inspiração para escrever sobre essa cidade representa pra mim, não veio. Então você vai se deliciar com um texto do Ricardo Freire, que retrata exatamente aquilo que a gente quer, mas não sabe dizer, sobre o Rio.

Começa assim:

Se algum dia me perguntarem por que eu viajo, eu vou responder: para ver se encontro algum lugar mais encantador que o Rio de Janeiro. Até hoje, não encontrei.

Tenho duas coisas pra mostrar sobre o Rio em breve, mas enquanto isso, vai lendo o texto dele e se deliciando com as fotos.

Em alguns dias, novidades aqui no Baião. Até a próxima.

A Melhor Opção de Hospedagem em Luiz Correia

24 24UTC agosto 24UTC 2010

Não sei se já falei, mas passei muito tempo sem frequentar o litoral do Piauí. A última vez que lembro de ter passado uma temporada na praia foi no carnaval de 2005, quando nos hospedamos na casa da tia da minha esposa durante um carnaval, isso se dormir todos os dias numa rede na varanda puder ser considerado hospedagem. Estava mais empolgado por que havia levado minha moto de trilha, e todas as manhãs acordava cedo e andava pelas praias. Depois disso, alguns retornos rápidos, só de uma noite, para correr algum enduro.

Esse ano fui conhecer Barra Grande e comecei a fazer o curso de kitesurf. Logo no fim de semana seguinte, retornei com minha esposa e mais um casal amigo e fomos graciosamente hospedados na casa da mãe do meu amigo, mas em Parnaíba, há 10km de Luiz Correia. A casa da D. Mariazinha é sem dúvida a melhor hospedagem em Parnaíba. Durante esse fim de semana, o Airton Filho me mostrou um pequeno condomínio, localizado na Praia do Coqueiro em Luiz Correia, com seis chalés para aluguel.

Na primeira oportunidade que tive, fui testar o Sombra do Coqueiro. Logo que vi o site, senti que a coisa era boa. Mais tarde, descobri que os chalés foram o projeto de conclusão do curso de arquitetura do proprietário e que pra nossa (que não temos casa na praia) sorte resolveu executá-lo. E o fez com maestria.

O sombra do Coqueiro é um condomínio charmoso,localizado a 150m do Bar do Toinho, na minha opinião o melhor da Praia do Coqueiro, na faixa de areia menos muvucada. Na baixa temporada, é a praia dos sonhos, com pequenas palhoças e as cadeiras de madeira. Na alta, a falta de cadeiras é suprida por cadeiras de plásticos com marcas de cerveja. Ainda bem que a alta só dura uma semana no mês de julho, o reveillón e o carnaval. O resto é só tranquilidade.

Tranquilidade no Bar do Toinho

Voltando ao condomínio, são seis chalés dispostos em um grande terreno repartido por uma pequena rua. São dois tipos de chalés. O de duas suítes, sendo uma com cama de casal e a outra com duas camas de solteiro e o de uma suíte apenas, equipada com cama de casal. Além disso, todos os chalés são equipados com ar-condicionado, chuveiro elétrico, cozinha completa e área externa com pia para lavar roupas e chuveirão. O número máximo de ocupantes são dois no chalé de uma suíte e seis no duas suítes. Eles oferecem todas as roupas de cama, exceto toalhas de banho e toalhas de praia. Também não oferecem refeições, o que é óbvio.

Abaixo, algumas fotos do chalé de 01 suíte onde me hospedei:

Cozinha

Suíte

Banheiro: ponto para a limpeza

Varanda

Serviço:

Condomínio Sombra do Coqueiro – Luiz Correia

Fone: (86)9432-8189 – Falar com Alberto

Preços (entre 6 e 8 de agosto de 2010)

Chalé 02 suítes: R$150,00

Chalé 01 Suíte: R$100,00

Parada Técnica – Café da Fazenda

12 12UTC agosto 12UTC 2010

Sempre que deixo Teresina, via BR-343, a segunda cidade que a estrada corta é Campo Maior. Cidade de porte médio, é um excelente local para uma parada técnica, dependendo do horário em que você está viajando.

Da última vez que fui a Luis Correia, saí de casa antes das 8h da manhã sem desjejum, pois em Campo Maior, a 80km de Teresina, está o Café da Fazenda.

Uma paradinha rápida, 15 minutos apenas. Tempo suficiente para saborear, debaixo da sombra de um juazeiro, um café preto e um beiju de carne de sol desfiada.

Serviço: Café da Fazenda

Br-343 – Campo Maior, antes do lago.

Barra Grande: a gastronomia

21 21UTC julho 21UTC 2010

A gastronomia é outro ponto alto de Barra Grande. Junto com as pousadas bacanas que chegaram na vila, alguns restaurantes também se instalaram no local.

Durante o dia, na praia, a melhor pedida é ficar no Bar da Praia da BGK, que já mostrei nesse post aqui. Eu sou fascinado por ostras frescas e lá em Barra Grande existem alguns criatórios. A BGK não tem a opção em seu cardápio mas nem por isso você vai deixar de comer a suas ostras. Aqui vai a solução: o Márcio tem alguns criatórios, então você liga pra ele (86)9931-0176 e encomenda a quantidade desejada e o horário. Depois que recebe a encomenda é que ele vai buscar as ostras no criatório. Após a cata, ele vai deixar pra você onde você estiver, a módicos R$10,00 a dúzia. Além de vender ostras, o Márcio é o responsável pela Barratur, que organiza o passeio do Cavalo Marinho.

Márcio das Ostras

A noite de Barra Grande já tem algumas opções gastronômicas, a melhor delas é o Restaurante Bandoleiros. Os bandoleiros são quatro amigos que moravam em Jeri e resolveram se mudar para Barra Grande em busca de mais tranquilidade. O Bandoleiros serve uma comida despretenciosa e leve, perfeita para o jantar. Mas o almoço não foi esquecido e eles possuem um cardápio especial para o almoço, com algumas opções para duas pessoas. Não tive a oportunidade de almoçar lá, mas quem já foi garante que a comida é maravilhosa.

Bandoleiros

Pedimos risoto de frutos do mar para o jantar e crepe de banana com nutela para sobremesa. Nossos amigos pediram penne ao molho sugo, crepe de carne de sol, spaghetti com camarões e crepe de frango com catupiry. Todos maravilhosos.

Risoto de Frutos do Mar

Crepe de banana com nutela

Crepe de banana em calda de maracujá. Chora Airton!

Outra opção é a Pizzaria do Pedro, que não tem esse nome oficialmente, mas que segundo o próprio, vai ser oficializado. O Pedro é sobrinho do Dr. Ariosto e tem uma pousada chamada Rota dos Ventos próxima a BGK, mas sem ser de frente para a praia. A Rota dos Ventos é uma boa opção de hospedagem em Barra Grande. A pizza, de massa finíssima, é servida já trinchada em pequenos pedaços, como uma espécie de petisco. A de camarão é uma delícia, pena que não fotografei. O multifuncional Pedro, além da pousada e da pizzaria, ainda é instrutor de kitesurf e tem uma Kite School bem estruturada. Comecei as minhas aulas com ele.

Pizzaria do Pedro

Quase que não deixam eu tirar a foto...

Além das opções acima, vale considerar o Manga Rosa e o Sushi da Ventos Nativos. Não fui em nenhum deles, mas o Manga Rosa me pareceu muito charmoso e estava bem frequentado. Já o sushi é feito pelo Restaurante Kozuma que tinha aqui em Teresina e na minha opinião era o melhor sushi da cidade.

Se você decidir ir a Barra Grande nos meses de fevereiro a maio, é bom se informar sobre os restaurantes que estão abertos, pois muitos fecham nesses período, considerado baixa estação.

Serviço:

Márcio das Ostras: (86)9931-0176

Bandoleiros: (86)3369-8123

Pizzaria do Pedro:(86)9991-3858 (ligue também para se informar sobre a pousada Rota dos Ventos e sobre aulas de kitesurf)

BGK: Conforto e rusticidade sem afetação

14 14UTC julho 14UTC 2010

Um dos malucos trilheiros era um médico em Parnaíba e que logo se apaixonou pelo lugar. Tratou de comprar um belo terreno à beira da praia e fez uma pequena casa, onde no fim de semana descansava com a família e fazia suas trilhinhas de moto.

O tempo foi passando, veio o kitesurf, e como muitos outros (eu inclusive), se apaixonou pelo esporte. Então os finais de semana passaram a ser para velejo e descanso e Barra Grande se mostrou um excelente pico para o kitesurf. O mar quase sem ondas, o vento constante, o formato da praia, tudo conspirou para transformar Barra Grande no pico de kitesurfistas de todo o mundo.

Aos poucos, o Dr. Ariosto começou a receber amigos em sua casa para passarem temporadas na época do vento para o kite e, assim como nos desenhos animados, onde aquela luzinha pisca sobre a cabeça, teve a idéia de abrir uma pousada. Estava criada a Barra Grande Kite Camp, ou simplesmente BGK.

BGK

Investiu aos poucos, construindo pequenos chalés no fundo do terreno e deixando toda a parte da frente reservada para o que vinha pela frente. À medida que a procura foi aumentando, a pousada foi sendo expandida, até tomar a forma que é hoje, sendo a pousada em Barra Grande de melhor estrutura para o turista e também para o kitesurfista.

Hoje a pousada conta com 17 apartamentos, divididos em Standard, Luxo e Super Luxo, as diárias para casal variam entre R$165 e R$298 (com café da manhã, que é excelente). Ficamos num chalé Super Luxo, também conhecido como palafita. É uma construção rústica suspensa, utilizando apenas madeira e com cobertura de palha. Na parte de baixo um pequeno lounge e em cima um quarto todo equipado, com cama box, frigobar, ar-condicionado split e banheiro com chuveiro elétrico.

A Palafita

O lounge

Um jardim bem cuidado separa os chalés.

A BGK conta ainda com uma ótima estrutura de praia, são três barracões de palha, um deles com um deck no mezanino, equipados com mesas e cadeiras rústicas. Algumas espreguiçadeiras estão dispostas à frente para quem quiser tomar um sol. O bar da BGK serve bebidas e alguns petiscos. Todos que provamos estavam ótimos e a cerveja long neck sempre geladinha (aqui um parêntese, o Dr. Ariosto juntamente com outros pousadeiros e donos de restaurantes, bateram o pé junto ao distribuidor da cerveja e refrigerantes que eles deveriam levar embora de Barra Grande todas as garrafas não retornáveis, pois a vila não conta com aterro sanitário. Gostei da preocupação com a sustentabilidade).

A rusticidade impera no Bar da Praia

Casquinho de Caranguejo

Camarão alho e óleo

Pargo Frito com Batata Doce

Pargo Frito com Batata Doce

Fiquei realmente impressionado com a estrutura da BGK, há muito me falavam que Barra Grande era o máximo. Finalmente pude comprovar. O Dr. Ariosto acertou em cheio e pode-se dizer que ele é cabeça pensante por trás de todo esse desenvolvimento que a vila teve nos últimos anos. Figura agradável, sempre atento aos mínimos detalhes para que a sua estada na BGK seja a mais prazeiroza possível.

O dotô

Serviço:

Barra Grande Kite Camp – BGK

Internet: http://www.barragrandekitecamp.com.br

Fone (86) 9983-1020

Barra Grande: a melhor praia do litoral piauiense

13 13UTC julho 13UTC 2010

Cresci indo a Luis Correia, cidade onde estão as praias mais conhecidas do Piauí. Meu pai alugava uma casa próxima ao ginásio, e lá passávamos pelo menos uns 15 dias direto lá durante a temporada. A belina ía cheia de tralha, mal tinha lugar pra mim. Nessa época, todo mundo parava o carro na faixa de areia da Praia de Atalaia e os bares mais famosos eram o “70″e o “Bar da Hilda”. Depois trocamos Luis Correa por Fortaleza, segundo meu pai, era melhor viajar “300km a mais” e ter uma estrutura melhor na praia. Voltei a Luis Correia algumas vezes, mas a pedida era sempre ir ao Ceará, mesmo sendo mais longe.

De uns tempos pra cá, o Coqueiro passou a ser a nova sensação para os teresinenses, pois na Atalaia só baixavam os farofeiros. Toda a classe média e alta passaram a almejar ter casas no coqueiro e ano após anos novas casas são construídas e mais “crowdeada” fica a praia.

Enquanto isso, uns malucos trilheiros de Parnaíba, principal cidade da região, distante 10km de Luis Correia descobriram um paraíso pouco mais de 50km a frente da praia do Coqueiro (pela estrada, pois pela praia é bem menos). De cara se apaixonaram pelo lugar e trataram de adquirir terrenos onde construíram pequenas casas para os fins de semana. Tal lugar era uma pequena vila de pescadores, denominada Barra Grande e situada no município de Cajueiro da Praia.

Barra Grande

Durante muito tempo, somente os nativos, os trilheiros já citados e uma galera como músicos, artistas e afins frequentaram a Barra Grande. Nessa época apenas umas pensões em casas de pescadores e a Pousada do Mualém eram as possibilidades de hospedagem. E era suficiente.

Eis que surge o Kite Surf, e a galera que pratica o Kite Surf re-descobre Barra Grande. Com eles uma leva de gente bacana foi também para Barra Grande e transformaram o vilarejo na praia mais bacana do litoral piauiense.

No último fim de semana (09 a 12/07) pude finalmente conhecer esse paraíso. Em breve, mais do que vi, fiz e comi em Barra Grande.

Até a próxima.

Na balada em NY

26 26UTC junho 26UTC 2010

Voltando às postagens de NY.

Depois do domingo no parque, chegou a segunda feira e com ela uma visita ao Museu de História Natural na parte da manhã e compras (encomendas, argh!!) no período da tarde. Quando consegui roubar uma wifi liberado nas proximidades da Macy’s chequei o meu email no celular e o Arthur, meu primo que mora em NY, havia me enviado uma mensagem que dizia basicamente assim:

“E aí, blz? Fiz uma reserva pra gente no Macao Trading Co, um restaurante Chino-Português bem louco e com a comida boa. De lá a gente vai direto para uma balada underground ao lado do restaurante. 9pm”

Ao chegar carregado de compras no hotel fui direto pra internet pesquisar sobre o tal restaurante. Depois de vasculhar o site gostei muito do que vi na internet e já estava ansioso para chegar no dito cujo. Fui anotar o endereço para facilitar a identificação e olha a informação do site: Church St between Walker And Lispenard. Look for the red lantern.

Tomamos um taxi até a esquina da Church com a Walker e logo identifiquei a lanterna vermelha. Sem nome nenhum na porta e entradinha simples, o Macao passa despercebido por quem não está procurando. Mas é só passar na porta que você vê que o Macao é um belo de um Bar/Restaurante.

O Arthur já estava no bar esperando a gente e como era segunda, o restaurante estava vazio. Deviam ter umas 4 pessoas no bar e umas 5 mesas no máximo ocupadas. Fomos acomodados em nossa mesa e começamos os trabalhos com um bom vinho verde português (branco).

Passaram por nossa mesa um croquete de cogumelos dos deuses, sequinho por fora, suculento por dentro. Teve até repeteco.

Croquete de Cogumelos

Um carré de cordeiro com uma juliana de legumes e um molho chinês.

Carré de Cordeiro

Um camarão em redução de wasabi que não era nada de mais.

Camarão em redução de wasabi

O rolinho de primavera de pato estava uma maravilha. Massa super fina e recheio saboroso. Esse molho agridoce dava um tchan no sabor.

Rolinho de Primavera de Pato

And last but not least outro camarão, só que dessa vez gigante!! Era acompanhando de um molho que não anotei do que era feito e de um arroz de bacalhau muito bom, que não fotografei. Acho que já era o efeito do vinho.

Camarão gigante!! Nham!

Sim, mas eu coloquei o título do post “Na balada em NY” e até agora só falei do restaurante. O email dizia que a balada era ao lado do restaurante, mas na verdade é embaixo. Saímos do Macao e logo ao lado um leão de chácara guardava outra porta. Não havia filas, mas ele estava barrando um cara não sei por qual motivo. Como saímos do restaurante nossa entrada foi logo liberada. Entramos e um corredor nos levou a uma escada que descia ao porão. Embaixo do restaurante há umas espécie de pub, um ambiente bem escuro e com música alta. Para o tamanho do lugar até que estava bem cheio.

Enquanto pegávamos uma mesa, o Arthur foi ao bar se informar o que estava rolando por lá e volta com a notícia de que a baladinha daquela noite era um patrocínio da Absolut Berri Açaí e drinks com a bebida estavam liberados até a meia noite. Escolhemos nossos drinks e logo começamos aquela que seria uma grande bebedeira.

Na cidade que nunca dorme, segunda é dia de balada. O lugar tinha uma seleção de músicas excelentes, alternando pop, rock e hip/hop. Os frequentadores eram animados, todos jovens na faixa dos 30 anos que pelo visto têm bons empregos, pois estavam muito tranquilos curtindo a balada sem pensar no dia seguinte. Percebi que não haviam pessoas avulsas, todos estavam em grupos de no mínimo 03 pessoas.

O lugar era pequeno e velho.

À meia noite, quando acabaram os drinks liberados, paguei $14 pelo mesmo drink que minutos antes não paguei nada. Era a tal Absolut Açaí com uma mistura de groselha e outras coisas lá. Até que era gostoso, devo ter tomado uns 4 ou 5, fora o que provei dos outros drinks que nossa turma pediu. Tudo isso misturado com as duas garrafas de vinho do jantar não caiu muito bem.

Eu já estava alto...

Saímos do Macao por volta de 1:30 da manhã e a noitada foi excelente, pois não há como deixar de aproveitar boa comida, boas bebidas (até de graça teve) e o melhor de tudo, boas companhias.

Macao Trading Co

311 Church St. Entre a Walker e a Lispenard.

Procure a lanterna vermelha.

Voando alto

19 19UTC maio 19UTC 2010

Desde criança eu tinha uma fixação em aviões. Apesar disso, conta a Conceição, secretária do Tio Lívio, que quando eu fui viajar a primeira vez fiz um escândalo daqueles para entrar no avião, não queria em hipótese alguma. Não lembro de nada disso.

Mas lembro que aos domingos quando íamos na igreja, eu sempre ganhava a mais nova Flap Internacional e/ou a Voar, compradas pelo meu pai lá na Banca do Tomaz na Praça João Luiz.

Ir ao aeroporto era uma festa, era o tempo todo no balcão do segundo andar, vendo desde a aproximação final até quando desligavam os motores no pátio principal. Acompanhava cada passageiro que descia, cada um que subia. Minhas irmãs moravam fora (ainda hoje moram, é verdade) então essa festa acontecia pelo menos duas vezes por ano quando elas vinham de férias.

A primeira viagem que eu lembro foi de Transbrasil. Teresina para o Rio com conexão em Fortaleza e de lá escalas no Recife e Vitória. Saímos daqui num Tristar caindo os pedaços, bancos rasgados. Em Fortaleza, embarcamos num 757. Era fantástico, tinha até cinema, me lembro claramente do clip de Bad do Michael Jackson passando.

E as viagens continuaram e as fascinação também. Quando alguém me perguntava o que eu queria ser quando crescer, a resposta era a jato: piloto de avião. Cresci e o sonho foi se perdendo no tempo.

Eis que em 2008 eu invento de comprar um aeromodelo. Pilotar do chão, fazer todas as manobras possíveis e imagináveis, eu já estava craque no comando do brinquedinho. O que eu não contava era com o sonho perdido. Aqui em Teresina, os aeromodelistas usam as instalações do Clube de Ultraleve do Piauí. Ficava só assistindo as aeronaves decolando e pousando, até que um dia o Jacinto, primo da minha esposa aparece por lá e me convida pra andar “num avião de verdade”.

Subimos na sua máquina e fizemos um vôo de uns 20 minutos nas proximidades de Teresina. Durante o vôo, ele me oferece o comando, dizendo: assume aí, é muito fácil, você vai tirar de letra. Não esqueço nunca, eu comandei a máquina das proximidades do Aeroporto Domingos Rego até o circuito de tráfego do Clube. Bum! Lá estava eu só pensando em ultraleve. Não queria mais saber de aeromodelo.

Poucos meses depois eu estava fazendo o curso de pilotagem. São 15 horas de aulas práticas e mais uma prova teórica, além de exame médico. Com pouco mais de 6 horas de aula, meu instrutor, o Cmte. Make Brown me “soltou”. Era isso, voar solo pela primeira vez. Um frio na barriga tomou conta de mim e lá fui eu. Manete em cima, olho no velocímetro e puxar o manche na hora certa. A sensação foi, mais uma vez, indescritível. O chão vai se afastando e aquele vento batendo no rosto, curvei à direita, vôo pararelo à pista, nova curva à direita, alinhei novamente com a pista, diminuí a potência e lentamente fui em direção àquele risco preto no meio da grama verde. Pronto. Eu era oficialmente um piloto. Sonho realizado.

No Clube de Ultraleve do Piauí fiz grandes amigos, e o melhor de tudo é que lá hoje está guardada a nossa máquina, (minha e do meu amigo Álvaro, numa sociedade que deu certo muito antes de começar).

Fox VII-B Prefixo PU-FSF

Clube de Ultraleve do Piauí

Não há nada melhor do que um vôo no fim da tarde, para ver o por do sol. É o horário mais agradável, e um tratamento anti stress.

Teresina vista do ar

Hoje tenho mais de 50 horas de vôo e aprendi que na vida quanto mais se vive, mais se aprende e na aviação quanto mais se aprende, mais se vive.

Comendo com os sentidos

18 18UTC maio 18UTC 2010

Comer não é só colocar um punhado de comida em um prato e matar a fome. Para mim, comer, é uma festa dos sentidos. O cheiro que emana dos pratos, a apresentação, o sabor, as texturas. O mundo da gastronomia me fascina.

Em 2006 tive o prazer de conhecer o Chef Naim Santos, piauiense de Pedro II. Depois de comandar cozinhas Brasil a fora, naquele ano ele resolveu retornar ao seu estado natal comandando a cozinha do Mr. Paul, uma casa recém aberta e que a especialidade eram burguers e outros sanduíches. Aos poucos, ele foi introduzindo a sua marca. Começou com uma página no cardápio, onde constavam 3 opções de entrada, 3 de prato principal e 3 de sobremesa.

Quando o restaurante virou Favorito Bistrô, o Chef Naim elaborou um cardápio completo, com aperitivos, entradas, várias opções de massas, aves, carnes, peixes e frutos do mar. Com o tempo fomos nos tornando amigos. Grandes amigos.

Todas as vezes que vou ao bistrô eu ligo antes, para saber se ele está lá. Se não estiver eu não vou, afinal a graça do restaurante é a comida dele. De uns tempos pra cá, eu não me dou nem ao trabalho de escolher nada no cardápio. Chamo o Juarez, meu maitre preferido na cidade e disparo: avisa o Naim que estou aqui que ele se vira lá. O Juarez responde: já falei com ele, não se preocupe. Com um serviço desses tem como não ir nesse restaurante pelo menos uma vez por semana?

Volta e meia, peço a ele que prepare uma degustação, assim a gente combina vários sabores, começamos pelo mar, passamos pelo céu e terminamos na terra. Esse foi um desses jantares.

Entrada: Conchas de Parmesão recheadas com bacalhau do porto e sauté de camarão e salsa.

Essa casquinha de parmesão é uma marca registrada do Naim, dentro dela, um creme de mandioquinha e o bacalhau. Tudo delicioso.

2a Entrada: Coquetel de Foie Gras com Chutney de Frutas e Gengibre

Foie Gras é meu ponto fraco. Adoro a iguaria. Se estou num restaurante e vejo que eles servem, é pedido certo.  Meu desafio pessoal é fazer com que o Bruno, meu amigo e companheiro nesses jantares termine 2010 tendo pelo menos provado esse sabor. Já fiz ele tomar vinho, a missão não é impossível.

Mas vamos ao prato. Não preciso dizer que estava delicioso. Começou pela apresentação diferenciada. O chutney poderia se chamar geléia de frutas e estava delicioso. Adora a mistura do doce/salgado na comida. O foie gras grelhado no ponto certo, temperado somente com flor de sal. Quando misturava na boca o salgado, com o doce e o sabor ardente do gengibre era uma sensação indescritível. Uma verdadeira festa dos sentidos.

Prato Principal: Carré de Cordeiro em Crosta de Mostarda Dijon e Gratinée de Espaguetinho Chinês.

A essa altura do jantar ninguém aguentava mais comer nada. Ainda assim o Chef insistiu para que comêssemos esse prato. Ainda bem que ele insistiu. Estava fantástico. Esse espaguetinho chinês parecia uma torta dentro dessa cumbuquinha. Sobre o cordeiro eu nem vou falar, a foto fala por si só. Pensam que acabou?

Sobremesa: Duo de Creme de Banana e Manga com Touille de Amêndoas.

Diz o ditado que de amarga já basta a vida. Nada melhor do que um doce depois desse festival gastronômico. Eu nunca pensei que esse casamento fosse dar certo. Manga e banana, onde já se viu? Realmente não deu certo…deu certíssimo. Mais uma maravilha que veio da cozinha.

Ainda houve espaço para um cafezinho e um cálice de Frangelico, meu licor preferido.

O Bruno, que é alérgico a frutos do mar comeu na entrada um Blanquet de Filet com Farofa de Brócolis e Sauté de Batata e como “ainda” não come foie gras, comeu o Parmegiana de Frago com Panqueca de Baião de Dois. As fotos ficaram ruins, mas a aparência estava ótima.


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